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http://hdl.handle.net/11067/8610| Título: | Design de mobilidade : volante simulador de condução automóvel orientado à experiência do utilizador |
| Autor: | Veloso, Diana Barbosa |
| Palavras-chave: | Design Design de produto Ergonomia Caso de estudo - Volante de condução automóvel |
| Data: | 2025 |
| Resumo: | No cruzamento entre os paradigmas contemporâneos da mobilidade e a sensibilidade do pensamento projetual, delineia-se a urgência de repensar criticamente os artefactos que estruturam a experiência da condução enquanto prática formativa, sensorial e simbólica. O volante, enquanto mediador físico e semântico entre o corpo e a máquina, ultrapassa a sua condição funcional para se tornar superfície de expressão, linguagem tátil e interface emocional. Ao integrar princípios de ergonomia cognitiva, estética relacional e design emocional, esboça-se uma abordagem que transcende a lógica instrumental do simulador tradicional. A condução, quando pensada para além da eficiência técnica, revela-se como experiência imersiva, marcada por gestos significativos, perceções moduladas e vínculos afetivos entre sujeito e tecnologia.
Neste enquadramento, o simulador assume uma dimensão mais sensível: não apenas replica a realidade, mas constitui um ambiente performativo que desencadeia aprendizagens incorporadas e representações mentais duradouras. A interface deixa de ser um canal meramente operativo para se tornar instância comunicativa, capaz de gerar clareza, conforto e intuição. A articulação entre forma, materialidade, estímulo e emoção configura um novo horizonte para os sistemas de formação rodoviária, centrado na experiência subjetiva e na valorização do utilizador enquanto protagonista sensível e ativo. Desenha-se, assim, uma proposta que afirma o design como mediador crítico entre técnica e humanidade.
A interseção entre corporeidade, perceção e memória torna-se, assim, o terreno fértil para uma pedagogia imersiva que valoriza não apenas o desempenho motor, mas o enraizamento emocional e cognitivo da experiência. O volante, enquanto artefacto central desta estrutura simbólica, deixa de ser um simples condutor de movimento para se assumir como depositário de sentido, transmissor de afeto e catalisador de consciência situacional. Ao permitir que o utilizador se reconheça na interface e nela projete as suas intenções, medos e expectativas, abre-se espaço para um novo modelo de aprendizagem — mais humano, mais empático, mais significativo. At the intersection of contemporary mobility paradigms and the sensibility of design thinking, emerges an urgent call to critically reassess the artefacts that structure the driving experience as a formative, sensorial, and symbolic practice. The steering wheel, as both a physical and semantic mediator between the body and the machine, transcends its operational function to become a surface of expression — a tactile language and an emotional interface. By integrating principles of cognitive ergonomics, relational aesthetics, and emotional design, a conceptual framework is outlined that moves beyond the instrumental logic of conventional simulators. Driving, considered beyond its technical efficacy, is redefined as an immersive experience shaped by meaningful gestures, modulated perceptions, and affective bonds between user and technology. Within this framework, the simulator acquires a more sensitive dimension: it does not merely replicate reality, but rather constructs a performative environment that fosters embodied learning and long-lasting mental representations. The interface ceases to act as a merely operational channel and becomes a communicative instance, capable of generating clarity, comfort, and intuitive comprehension. The articulation of form, materiality, stimulus, and emotion opens a new horizon for driver training systems — one centred on subjective experience and on the recognition of the user as a sensitive and active protagonist. Such an approach affirms design as a critical mediator between technological systems and human narratives. At the convergence of corporeality, perception, and memory lies fertile ground for an immersive pedagogy that values not only motor performance but also the emotional and cognitive anchoring of the learning process. The steering wheel, as the core artefact of this symbolic structure, shifts from a directional instrument to a repository of meaning, a transmitter of affect, and a catalyst for situational awareness — enabling the user to project intention, anxiety, and expectation into an interface that is both responsive and reflective of human experience. |
| Descrição: | Dissertação de mestrado em Design do Produto, orientada pelo Prof. Doutor Rui Alexandre Lopes de Sousa, Universidade Lusíada, Porto, 2025 Exame público realizado em 26 de junho de 2025, às 15H |
| URI: | http://hdl.handle.net/11067/8610 |
| Tipo de Documento: | Dissertação de Mestrado |
| Aparece nas colecções: | [ULP-FD] Dissertações |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| 296746 Diana Barbosa Veloso.pdf | Dissertação de mestrado | 8,1 MB | Adobe PDF | ![]() Ver/Abrir |
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