Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/11067/458
Título: Fundamentos filosóficos do romantismo
Autor: Serro, Luís Manuel Lourenço, 1953-
Palavras-chave: Romantismo
Data: 2011
Resumo: Nas últimas décadas do séc. XVIII e inícios do séc. XIX, estende-se por toda a Europa um movimento artístico e filosófico que ficou conhecido por Romantismo. Opondo-se ao Racionalismo e ao Iluminismo, que se caracterizavam por conceber a razão enquanto força finita e objectiva, o Romantismo toma esta relação omnipotente pela força infinita do Eu, que se torna substância do mundo. Trata-se do triunfo do sujeito que se auto-revela através do sentimento. Três filósofos são-nos essenciais à compreensão deste movimento: Fichte, Schelling, e Hegel. Fichte terá como princípio da sua filosofia, identificar a substância do mundo como acção infinita do Eu. Esta perspectiva encontrará novas interpretações com Schelling, diferenciando-se na medida em que, na relação sujeito/objecto, este afirma a completa união dos dois num conceito de Absoluto, identidade plena de ambos. Hegel virá reflectir sobre a oposição do sujeito e do objecto, do espírito e da natureza, que se separam na sua concretização (o finito), e unem-se na sua universalidade (o infinito). Na sua obra trata de uma história da filosofia da arte. Dado este conceito de acção infinita do Eu, o Romantismo assume quatro características fundamentais: O optimismo em que cada facto deve ser o que é, e portanto a evolução é sempre positiva, pois toda a acção integrada no todo se auto-justifica. O providencialismo no qual reside a ideia de que todos os factos podem ter uma consciência temporal, embora possam existir fora dele. O tradicionalismo, intimamente ligado ao providencialismo, assumindo que na história tudo evolui positivamente, tudo se concretiza na infinita acção da razão, e portanto valida a recuperação de todos os momentos do passado em aparência e essência. E por fim, o titanismo, cuja expressão artística se consubstanciou no sublime, o sentimento estético de infinitude que nos liberta da nossa condição finita. (Luís Manuel Lourenço Serro)
Descrição: Revista arquitectura Lusíada. - ISSN 1647-9009. - N. 3 (2.º semestre 2011). - p. 133-146.
URI: http://hdl.handle.net/11067/458
ISSN: 1647-9009
Tipo de Documento: Artigo
Aparece nas colecções:[ULL-FAA] RAL, n. 3 (2.º semestre 2011)

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
ral_3_14.pdfTexto integral323,63 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpaceOrkut
Formato BibTex mendeley Endnote Logotipo do DeGóis Logotipo do Orcid 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.