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http://hdl.handle.net/11067/8292| Título: | Comportamentos de risco, vinculação e dinâmica familiar na adolescência |
| Autor: | Coelho, Joana Sequeira Gomes, 2000- |
| Orientador: | Lopes, Joana Martins Gonçalves, 1984- |
| Palavras-chave: | Jovens - Uso de substâncias Comportamento de risco (Psicologia) na juventude Jovens - Relações com a família Pais e jovens Comportamento de vinculação |
| Data: | 2025 |
| Citação: | Coelho, Joana Sequeira Gomes (2025) - Comportamentos de risco, vinculação e dinâmica familiar na adolescência. Lisboa : [s.n.]. |
| Resumo: | Os comportamentos de risco são frequentes durante a adolescência e podem ser agravados quando há desequilíbrio familiar. O divórcio dos pais é uma situação desencadeadora de sentimentos de raiva e confusão no adolescente, o que, por sua vez, pode levar à prática dos referidos comportamentos de risco. Torna-se importante perceber o impacto que estes acontecimentos têm nos adolescentes de forma a compreender os fatores de risco e desenvolver intervenções apropriadas para apoiar os adolescentes nessa transição familiar desafiadora, promovendo uma vinculação e comunicação seguras.
Nesse sentido, este estudo tem como objetivo geral comparar a propensão ao consumo de substâncias, em adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos, provenientes de famílias divorciadas e de famílias intactas (i.e., famílias nucleares tradicionais). Neste estudo participaram 103 adolescentes (45 do sexo masculino e 58 do sexo feminino). O plano metodológico incluiu a administração de cinco instrumentos: (1) Questionário Socio-Demográfico; (2) Systemic Clinical Outcome Routine Evaluation (Score-15); (3) o Questionário de vinculação ao pai e a mãe; (4) a Escala de Avaliação da Comunicação na Parentalidade; e (5) o Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test. Os resultados obtidos sugerem que, contrariamente ao que tem sido apontado por parte da literatura, a estrutura familiar - quer se trate de uma família intacta ou divorciada - não influencia de forma significativa os níveis de consumo de substâncias por parte dos jovens. Do mesmo modo, o facto de os pais consumirem substâncias não parece, neste estudo, exercer um impacto direto no comportamento dos filhos. Estes dados indicam que o consumo na adolescência poderá estar mais relacionado com fatores individuais e contextuais, do que com padrões familiares tradicionais ou comportamentos parentais isolados, desafiando assim algumas das premissas clássicas sobre a transmissão intergeracional do risco. Risk behaviors are common during adolescence and may be worsened when there is family instability. Parental divorce often triggers feelings of anger and confusion in adolescents, which could, in turn, lead to engagement in such risk behaviors. It is therefore important to understand the impact these events have on adolescents to identify risk factors and develop appropriate interventions to support them during this challenging family transition, promoting secure attachment and communication. In this context, the main objective of this study is to compare the propensity for substance use among adolescents aged between 12 and 15 years from divorced families and entire families (i.e., traditional nuclear families). The study involved 103 adolescents (45 male and 58 female). The methodological design included the administration of five instruments: (1) a Socio-Demographic Questionnaire; (2) the Systemic Clinical Outcome Routine Evaluation (SCORE-15); (3) the Father and Mother Attachment Questionnaire; (4) the Parenting Communication Assessment Scale; and (5) the Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test. The results suggest that contrary to what has been reported in the literature, family structure - whether entire or divorced - does not significantly influence adolescents' levels of substance use. Similarly, parental substance use does not appear, in this study, to have a direct impact on children's behavior. These findings indicate that adolescent substance use may be more closely related to individual and contextual factors than to traditional family structures or isolated parental behaviors, therefore challenging some of the classical assumptions about the intergenerational transmission of risk. |
| Descrição: | Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica, Universidade Lusíada de Lisboa, 2025 Exame público realizado em 03 de novembro de 2025 |
| URI: | http://hdl.handle.net/11067/8292 |
| Tipo de Documento: | Dissertação de Mestrado |
| Aparece nas colecções: | [ULL-IPCE] Dissertações |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| mpc_joana_coelho_dissertacao.pdf | Texto integral | 18,45 MB | Adobe PDF | ![]() Ver/Abrir |
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