Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/11067/996
Título: Devir-crítica e clínica em arquitectura
Autor: Rosado, Carlos Manuel Cunha, 1968-
Orientador: Chaves, Mário João Alves, 1965-
Palavras-chave: Arquitectura - - Filosofia
Serpentine Gallery Pavilion (Londres, Inglaterra)
Kant, Immanuel, 1724-1804 - Crítica e interpretação
Duchamp, Marcel, 1887-1968 - Crítica e interpretação
Data: 21-Jul-2014
Resumo: A presente investigação tem como objectivo estudar o conhecimento do individuo na composição do pensamento arquitectónico pela apreciação intelectual crítica como um devir [pensar, questionar, entender e experimentar]. Para isso, é usado como impulso, metodologias próprias da filosofia e crítica cinematográfica no juízo da procura e na construção de questões e elaboração de respostas. Se por um lado pretendemos estudar o conhecimento pela idealização prosaica, sendo um entendimento do seu próprio género, sui generis, por outro, pela complexidade simultânea da efemeridade arquitectónica. Devir-pensar é condição no estudo da teorética Kantiana na idealidade projectual de uma arquitectura dita prosaica pela Crítica da Razão Pura, juízo estético e tese «De mundi sensibilis atque intelligibilis forma et principiis» apresentada em 1770 por Kant. No sentido de focar a investigação procuraram-se peças de arquitectura que durante a pesquisa se elegeram os exemplos da colecção de como objectos de análise numa iniciativa do arquitecto japonês Kenya Hara. Em devir-entender como leitura transversal do estudo das ideias, quisemos como pessoa neófita do pensamento de Christine Buci-Glucksmann fazer uma análise sobre produções efémeras com a questão: verdadeiro signo da sociedade, o efémero não se terá tornado uma nova modalidade do tempo na época da mundialização? Nesse sentido, o ponto para onde convergem as nossas estratégias é a conquista do pensamento pela análise do conceito e a processabilidade do seu conhecimento, enquanto objecto cultural do grande público e no entendimento de como poderão essas peças competir com obras como o Tempietto de São Pedro de Montório de Bramante, a Villa Almerico Capra detta "La Rotonda" de Andrea Palladio, a Villa Savoye de Le Corbusier, o Pavilhão de Barcelona de Mies e a Glass House de Philip Cortelyou Johnson. Como variável a esta disputa, quisemos introduzir o sítio associado ao conceito serpentiano pelos jardins pitorescos de Kensington, estudando a desconstrução do pensamento tschumiano na idealização do conceito enquanto espaço urbano que reformulou ideias e conceitos na exploração do tema évènement pela promoção cultural e a noção de mouvement enquanto actividade dinâmica. Dentro deste universo arquitectónico entre um devir-pensar e um devir-entender, procurámos conhecer o entendimento das ideias na composição do efémero como crítica comparativa às duas intervenções do arquitecto japonês Sou Fujimoto pelas suas peças de colecção da e da colecção de . Por último, a lógica do fenómeno da reencarnação do efémero estudado em pela política do número de interpretações que o artefacto é sujeito pelo mundo da cultura contemporânea como um readymade de Marcel Duchamp. Sobre este autor, houve a intenção de metamorfosear os seus porquês em devir-questionar como uma construção clínica do pensamento no conteúdo empírico de imaginar e perceber o significado de se ser um indivíduo. Finalmente, em devir-experimentar, a experiência de experimentar como uma mise en scène, uma linguagem técnica do cinema, a experiência acumulada ao longo dos últimos anos no papel de professor, ensaísta e agitador, casos discutíveis como o de uma coluna vertebral da nossa consciência, subordinada à sociedade do mundo cultural e consequentemente o da arquitectura.
Descrição: Dissertação de mestrado integrado em Arquitectura, Universidade Lusíada de Lisboa, 2014
Exame público realizado em 16 de Julho de 2014
URI: http://hdl.handle.net/11067/996
Tipo de Documento: Dissertação de Mestrado
Aparece nas colecções:[ULL-FAA] Dissertações

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