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Título: Prevenção da violência interpessoal em meio escolar : os professores, as famílias e a comunidade também marcam uma diferença?
Autor: Matos, Margarida Gaspar de, 1956-
Palavras-chave: Violência na escola - Portugal
Violência na escola - Prevenção - Portugal
Lar e escola - Portugal
Data: 2010
Resumo: O objectivo do presente estudo foi a análise dos comportamentos de violência em alunos de escolas públicas em Portugal e identificação e caracterização de grupos em função do tipo e do seu maior ou menor envolvimento em comportamentos violentos. Foram utilizados os dados provenientes da base de dados portuguesa da HBSC, Health Behaviour in School-Aged Children (HBSC). A amostra (representativa nacional) é constituída por 11008 adolescentes do 6.º, 8.º e 10.º ano (idade média = 14 anos, DP 1,897) de onde 50.4% raparigas, que responderam a um questionário relativo a uma série de comportamentos, crenças e atitudes no âmbito da saúde. Esta amostra engloba dois estudos HBSC em 2002 e 2006). Após estandardização das variáveis relativas à violência foram formados três grupos correspondentes às seguintes ocorrências associadas à violência interpessoal: sem envolvimento, envolvimento sem uso de armas e envolvimento com uso de armas. De 2002 para 2006 aumentou significativamente o número de alunos sem envolvimento em situações de violência. As raparigas e os alunos mais velhos envolvem-se menos em situações de violência. Verificam-se diferenças regionais e mesmo a um nível escola" identificando-se escolas que se distinguem pela ausência de violência e outras pela sua abundância. Considerando um gradiente desde "sem envolvimento", passando por "envolvimento sem uso de arma", até "envolvimento com porte de arma", verifica-se uma regularidade de crescente de violência associada ao consumo de substâncias, saídas à noite com os amigos, falta de gosto pela escola, faltas à escola, má relação com os professores, distância na comunicação com os pais, mau ambiente na zona de habitação. No entanto, no que respeita à percepção de sintomas físicos e psicológicos, tanto o caso de não envolvimento, com o de envolvimento com porte de arma parecem mais associadas a uma boa percepção de saúde. Tudo se passa como se a posse de arma aparecesse, em alunos com antecedentes de convívio com situações de violência, como um agente securizante. As implicações preventivas desta ocorrência são discutidas, nomeadamente a necessidade de encontrar formas alternativas de ajudar os alunos a lidar com a violência entre pares, sem recurso à aprendizagem da própria violência ou ao porte de arma de defesa. (Margarida Gaspar de Matos)
Descrição: Revista de psicologia da criança e do adolescente. - ISSN 1647-4120. - N. 1 (Abril 2010). - p. 65-80.
URI: http://hdl.handle.net/11067/88
ISSN: 1647-4120
Tipo de Documento: Artigo
Aparece nas colecções:[ULL-IPCE] RPCA, n. 1 (2010)

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