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http://hdl.handle.net/11067/8766| Título: | A cor como elemento modelador e caracterizador do espaço construído: caso de estações de Metropolitano de Lisboa |
| Autor: | Preto, Diogo Ferreira da Silva de Matos, 1983- |
| Orientador: | Gomes Cristina Maria dos Santos Nunes Pires Caramelo, 1963- |
| Palavras-chave: | Cor na arquitectura Luz na Arquitectura Espaços Públicos - Portugal - Lisboa Estações de metropolitano - Decoração - Portugal - Lisboa |
| Data: | 2026 |
| Citação: | Preto, Diogo Ferreira da Silva de Matos (2026). A cor como elemento modelador e caracterizador do espaço construído: caso de estações de Metropolitano de Lisboa. Lisboa: [s.n.]. |
| Resumo: | A cor como elemento modelador e caracterizador do espaço construído: Esta dissertação, realizada no âmbito do Mestrado Integrado em Arquitetura, constitui-se em estudar o contributo da cor para qualificar a experiencia do utilizador num espaço público. Esta é entendida como um elemento modelador do espaço público, com enfoque nas estações do Metropolitano de Lisboa. Assim, o presente estudo procurar compreender a influência de três elementos – a cor, a luz e a materialidade – para a definição de ambientes, para a orientação de espaços, para a segurança e para o conforto dos utentes, para a edificação da identidade cultural e simbólica do espaço público.
A cor é um fenómeno multidimensional, físico, psicológico e social. As interações entre a luz, a matéria e a perceção visual dizem respeito ao plano físico; as emoções e os comportamentos dos indivíduos, que podem despertar tranquilidade, tensão, conforto ou desconforto (Branco, 2022) relacionam-se com o plano psicológico; por sua vez, no plano social e cultural, a cor é a expressão de memórias urbanas, de identidades coletivas e de valores partilhados (Jaglarz, 2023).
Neste contexto, o estudo aqui desenvolvido assenta em três eixos basilares – a cor, o espaço e o utilizador. A articulação entre estes três eixos permite a compreensão da cor como um elemento orientador ou estético, comunicando e estruturando a experiência do espaço público. Gomes & Gamito (2022) consideram que a relação entre a cor e a luz é indissociável, sendo que a perceção cromática depende da iluminação (natural ou artificial), da sua incidência e da sua manipulação.
Quanto à metodologia adotada, esta dissertação combina, para além de uma pertinente revisão bibliográfica, o levantamento cromático in loco e a aplicação de inquéritos a utilizadores do metro, em quatro estações específicas – Campo Pequeno, Restauradores, Olaias e Gare do Oriente. Em primeiro lugar, estas estações constituem exemplos paradigmáticos de diferentes fases de expansão e linguagens visuais do metro, permitindo uma leitura comparativa entre distintas conceções do espaço público.
A escolha responde, assim, à necessidade metodológica de compreender como a cor foi pensada e aplicada em diferentes períodos e contextos arquitetónicos, refletindo evoluções tanto estéticas como simbólicas e funcionais.
A estação do Campo Pequeno representa uma fase de consolidação do metro e uma abordagem cromática mais contida e funcional, onde prevalece a sobriedade dos materiais e a neutralidade tonal. A sua inclusão permite observar a perceção da cor em ambientes mais discretos e quotidianos, bem como o impacto da ausência cromática na experiência do utilizador.
A estação dos Restauradores, uma das estações históricas do eixo central da cidade, constitui um exemplo de requalificação em que a introdução de painéis artísticos e contrastes cromáticos visa revitalizar um espaço originalmente marcado pela austeridade visual.
A estação das Olaias destaca-se pela sua forte expressividade plástica e cromática, concebida por Tomás Taveira para a exposição mundial de 1998. É uma estação emblemática pela sua experimentação formal e explosão de cor, tornando-se um caso de estudo essencial para compreender o impacto sensorial e emocional do cromatismo intenso no espaço público subterrâneo.
A estação da Gare do Oriente, projetada por Santiago Calatrava, representa a síntese entre luz natural, estrutura e cor, integrando-se num vasto complexo multimodal que combina arte, engenharia e transparência. A escolha desta estação visa ilustrar uma abordagem contemporânea e harmoniosa da cor, onde esta é parte de uma atmosfera arquitetónica coerente.
A diversidade destas quatro estações permite, portanto, abranger diferentes escalas de intervenção, intenções cromáticas e experiências sensoriais, constituindo uma amostra metodologicamente equilibrada. Esta seleção assegura um quadro comparativo representativo do modo como a cor atua como elemento de mediação entre espaço, utilizador e identidade urbana, possibilitando uma análise simultaneamente empírica e fenomenológica.
A análise dos dados recolhidos com a aplicação dos inquéritos confirmou a relevância da cor para o bem-estar individual e para o sentido de pertença oferecido pelo espaço.
Efetivamente, a cor, aplicada conscientemente, beneficia a funcionalidade e a legibilidade do espaço, promove a inclusão e reforça a identidade do lugar, adquirindo o estatuto de ferramenta fundamental da arquitetura e do urbanismo. This dissertation, developed within the Integrated Master’s in Architecture, presents an analytical study of colour as a space-shaping element in urban architecture, with a specific focus on the Lisbon Metro stations. The research aims to understand the influence of three fundamental components — colour, light, and materiality — in defining atmospheres, guiding spatial perception, enhancing user safety and comfort, and contributing to the cultural and symbolic identity of urban space. Colour is a multidimensional phenomenon — physical, psychological, and social. The interaction between light, matter, and visual perception pertains to its physical dimension; emotions and behaviours that may evoke tranquillity, tension, comfort, or discomfort (Branco, 2022) reflect its psychological dimension; while socially and culturally, colour expresses urban memories, collective identities, and shared values (Jaglarz, 2023). This study is structured around three essential axes: colour, space, and the user. The interplay between these axes enables the understanding of colour as both an orienting and an aesthetic element, structuring and communicating the experience of public space. According to Gomes & Gamito (2022), the relationship between colour and light is inseparable, since chromatic perception depends on lighting - natural or artificial – as well as its incidence and manipulation. Methodologically, this dissertation combines an extensive literature review with on-site chromatic surveys and questionnaires conducted with metro users in four selected stations: Campo Pequeno, Restauradores, Olaias and Gare do Oriente. These stations represent paradigmatic examples of distinct phases of expansion and visual identities within the metro network, allowing a comparative reading of different approaches to underground space. Their selection responds to the methodological need to observe how colour has been conceived and applied in diverse architectural contexts, reflecting both functional and aesthetic evolution. Campo Pequeno illustrates a period of consolidation of the metro, adopting a more restrained and functional chromatic strategy, where material sobriety and tonal neutrality prevail. Restauradores, a historic station in the city centre, reveals how artistic interventions and chromatic contrast can revitalise spaces formerly characterised by visual austerity. Olaias stands out for its daring chromatic expressiveness, designed by Tomás Taveira for Expo 1998, and exemplifies the emotional and sensory impact of intense colour in the underground environment. Gare do Oriente, by Santiago Calatrava, synthesises natural light, structure, and colour, integrating architecture and engineering to create a coherent and contemporary spatial atmosphere. The diversity of these stations enables the analysis of different scales of intervention, chromatic intentions and sensory experiences, constituting a balanced and representative methodological sample. The results of the questionnaires confirm the relevance of colour to the users’ well-being and to the sense of belonging provided by the space. Ultimately, consciously applied colour enhances spatial legibility and functionality, promotes inclusion, and reinforces urban identity, affirming itself as a fundamental tool in architecture and urban design. |
| Descrição: | Dissertação de mestrado integrado em Arquitectura, Universidade Lusíada de Lisboa, 2026 Exame público realizado em 27 de abril de 2026 |
| URI: | http://hdl.handle.net/11067/8766 |
| Tipo de Documento: | Dissertação de Mestrado |
| Aparece nas colecções: | [ULL-FAA] Dissertações |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| mia_diogo_preto_dissertacao.pdf | Texto integral | 10,58 MB | Adobe PDF | ![]() Ver/Abrir |
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