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Título: The restoration of the Hellenistic fountain of Sagalassos in Turkey
Autor: Patrício, Teresa M. Cristina Martins
Palavras-chave: Fontes - Conservação e restauro - Turquia - Sagalassos
Data: 2010
Resumo: O Raymond Lemaire International Centre for Conservation da Universidade Católica de Lovaina na Bélgica colaborou com a missão arqueológica de Sagalassos para a investigação arquitetónica e estrutural e para a preparação do projeto de restauro das ruínas da casa-fonte de estilo Helenístico tardio. As escavações arqueológicas em Sagalassos, dirigidas pelo Prof. Marc Walkens do departamento de arqueologia da Universidade Católica de Lovaina, começaram em 1990. As ruínas da casa-fonte Helenística - Nymphaeum -, do século I a.C. e destruídas por um tremor-de-terra no século VI d.C., encontravam-se completamente enterradas em depósitos erosivos das montanhas. O edifício, encastrado no declive do terreno tem uma planta retangular de 10,90 metros de largura por 7,33 metros de profundidade e é orientado a sul. O edifício é composto por três pórticos Dóricos desenhando um plano em forma de U. Os pórticos são compostos de oito meias colunas adossadas a pilares retangulares e em pilares duplos de canto, estabelecendo a partição do espaço em nove partes. As colunas estão pousadas em pedestais que compõem um parapeito desenhando as bacias de colecta de água. O entablamento é composto por arquitraves e frisos unificados. As cornijas elaboram a cobertura das bacias. A estrutura é inteiramente construída em blocos talhados em pedra calcária e aparelhados em junta seca. O projeto de restauro utilizando técnicas de anastilose foi proposto para a estrutura de pedra do Nymphaeum Helenístico. Os trabalhos desenvolveram-se em quatro fases: 1.ª Fase - escavações, recolha de informação e documentação do material descoberto. 2.ª Fase - anastilose teórica de fragmentos e blocos. Estudos, experiências e testes no terreno foram executados de modo a desenvolver um conhecimento aprofundado da estrutura original, dos sistemas construtivos, dos sistemas de talha da pedra, das técnicas de montagem, etc. 3.ª Fase - estudo do posicionamento exato dos diferentes blocos na estrutura, reconstituições gráficas. Restauro de fragmentos e blocos e consolidação das ruínas in-situ. 4a Fase - anastilose final e reconstituição do edifício através do reposicionamento dos blocos de pedra restaurados nas suas posições de origem e exercendo as suas funções estruturais respetivas. O restauro formal, estrutural e funcional do Nymphaeum Helenístico tardio terminou a 3 de setembro de 1997. O presente artigo apresenta os princípios orientadores na escolha das diferentes técnicas de restauro utilizadas, e os resultados obtidos. O sistema inovador desenvolvido para o restauro dos diferentes blocos de pedra da estrutura do Nymphaeum - um sistema "Fibra-de-vidro/resina epoxídica/pó de pedra" - dá uma resposta efetiva aos princípios de "intervenção mínima", "compatibilidade de materiais" e "retrocessividade". O sistema utilizado - "Fibra-de-vidro/resina epoxídia/pó de pedra" - pretende: juntar e integrar fragmentos que compõem um só bloco transformando fragmentos de pedra em blocos monolíticas estáveis; estabelecer ligações verticais e horizontais entre blocos, quando posicionados na estrutura, mais fracas que a pedra. Com este tipo de sistema pretende-se evitar ligações verticais e horizontais rígidas, o que causaria a destruição completa dos blocos, em caso de um tremor de terra de grande magnitude. A retrocessividade do sistema é garantida palas dimensões e proporções aplicadas. As ações do projeto de anastilose seguiram a vocação da ruína, preservando o monumento, reconstituindo a sua forma física, restabelecendo o comportamento estrutural de cada elemento e recuperando a função original de fonte. O Nymphaeum hoje, é uma ruína, onde o restauro da função e da estrutura criam uma permanente cenografia dependendo do dia e da hora, criando um jogo de transparência, cheio e vazio, luz e sombra, som e silêncio. (Teresa Cristina Patrício)
Descrição: Revista arquitectura Lusíada. - ISSN 1647-9009. - N. 1 (2.º semestre 2010). - p. 77-92.
URI: http://hdl.handle.net/11067/405
ISSN: 1647-9009
Tipo de Documento: Artigo
Aparece nas colecções:[ULL-FAA] RAL, n. 1 (2.º semestre 2010)

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