Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/11067/2822
Título: O psicólogo clínico em intervenção no luto : recriando um sentido para a vida
Autor: Ribeiro, Sónia Raquel Oliveira
Orientador: Pires, Ana Meireles Sousa
Ferreira, Lúcia
Palavras-chave: Psicologia
Psicologia clínica
Intervenção psicológica
Processo de luto
Data: 16-Fev-2017
Resumo: O presente relatório de estágio enquadra-se no âmbito do Mestrado em Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia c Ciências da Educação da Universidade Lusíada do Porto. Tendo em atenção a extrema importância de contactarmos directamente com realidades que apenas conhecemos do ponto de vista teórico, dada ser esta a primeira experiência de contacto com o contexto real, este estágio curricular demonstrou-se muito relevante não só para a minha formação profissional mas também muito enriquecedor a nível pessoal. O estágio foi realizado na Associação Perdas e Afectos, num total de novecentas horas que compreenderam sensivelmente nove meses, entre o mês de Outubro e Junho. Os objectivos do estágio foram plenamente cumpridos na medida em que me foi proporcionado um contacto directo com práticas profissionais e formas de intervenção ligadas às competências desenvolvidas durante o mestrado. Sendo a psicologia a ciência do comportamento humano e, a psicologia clínica o estudo desse mesmo comportamento, com suporte teórico, e a consequente aplicação desses mesmos conhecimentos nos diversos contextos da vida humana (Werlang & Oliveira, 2006) o estudo e intervenção no luto faz todo o sentido no âmbito deste estágio curricular. Este é na verdade um contexto onde é possível, e desejável, pôr em prática muitas das aprendizagens e conhecimentos adquiridos ao longo da formação. De facto, quando confrontados com a morte daqueles que mais amamos, a vida pode deixar de fazer sentido, sentimo-nos perdidos. Emocionalmente, nada em nós será mais profundo e doloroso do que o sentimento de perda irreversível. Pensamos que nada nem ninguém pode preencher o sentimento de vazio que os que partem deixam em nós, que ninguém acalmará a angústia e o sofrimento tão intenso. Deparamo-nos com a nossa própria finitude. Aqui, cabe ao psicólogo clínico a avaliação da condição actual do enlutado para que a partir daí possa haver uma intervenção específica, oferecendo um sistema de suporte, e assim, proporcionar a este uma reorganização pessoal, familiar, emocional e contextual e uma posterior adaptação à perda, para que a pessoa possa viver tão activamente quanto possível (Santos, 2007). É importante perceber a dimensão emocional da perda, e que há lágrimas que tem de ser choradas, a nossa condição humana assim o pede, a saúde mental exige-o. Neste contexto, o papel do psicólogo deve ser o de um observador atento e interveniente no processo de integração da perda na estrutura de personalidade do enlutado, tendo por preocupação única a saúde mental da pessoa que se lhe apresenta com um pedido de ajuda. Por uma questão de organização, este relatório apresenta-se dividido em 3 partes principais: caracterização da Associação Perdas e Afectos, enquadramento conceptual e teórico da situação clínica e apresentação de casos clínicos. Na primeira parte é descrita, de uma forma geral, a Associação Perdas e Afectos, principalmente no que concerne ao propósito da sua criação, departamentos que a constituem, âmbito de actuação, população alvo, objectivos e papel do psicólogo neste contexto. Em seguimento, e, integrado nos objectivos mencionados são descritas ainda nesta parte algumas das actividades desenvolvidas durante o estágio. Assim, enquadrado no âmbito da intervenção, e, de cariz mais comunitário, é descrita uma acção de sensibilização levada a cabo no Porto, com o propósito de sensibilizar para os perigos da estrada e advertir para a problemática do álcool aliado à condução, bem como para assinalar o dia mundial da vítimas na estrada. Também de cariz interventivo foram realizadas duas sessões destinadas aos voluntários do projecto Arco-íris da ACREDITAR, um projecto de cuidados paleativos pediátricos, essencialmente focadas no tema “burnout”. Numa vertente mais relacionada com a formação, participamos, em parceria com o corpo de bombeiros de Baltar, num simulacro de acidente rodoviário, para desta forma compreendermos qual é o papel do psicólogo quando intervém em situações de crise. Visando urna melhor preparação para possíveis intervenções em situações de crise, num plano pessoal e não profissional, fizemos também a formação de suporte básico de vida. A pesquisa e revisão bibliográfica foram transversais a todo este percurso e como tal, scntimos a necessidade de aprofundar mais o tema do luto, perceber que modelos sustentam a intervenção neste contexto, e, para esse efeito, procedemos à leitura de alguns manuais, sugeridos pela orientadora, que considerámos mais pertinentes em cada momento. Na parte seguinte é feito um enquadramento conceptual e teórico da situação clínica, dada a particularidade do tema “luto”, sendo que neste ponto são abordados conceitos subordinados a esta temática e algumas das teorias que sustentam a intervenção realizada em contexto de luto. São apresentados posteriormente dois casos clínicos, o caso de dois irmãos B e O, em processo de luto pela morte do pai e, o caso de T, uma mãe em luto pela morte da filha, É também descrito um caso de intervenção em grupo com pais que perderam os filhos por doença oncológica. Por fim é feita uma breve reflexão de tudo que foi este estágio curricular. Das aprendizagens aos desafios, das dificuldades à concretização de objectivos e metas.
Descrição: Relatório de estágio realizado no âmbito do mestrado em Psicologia Clínica.
Exame público realizado em 06 de Novembro de 2012 pelas 12h00.
URI: http://hdl.handle.net/11067/2822
Tipo de Documento: Relatório
Aparece nas colecções:[ULP-IPCE] Relatórios

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