Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/11067/2533
Título: Elogio da criatividade : as origens da arquitectura
Autor: Silva, João Carlos dos Santos da, 1989-
Orientador: Santos, Joaquim Marcelino dos, 1961-
Palavras-chave: Criatividade
Criação (Literária, artística, etc.)
Arquitectura - Filosofia
Data: 25-Jul-2016
Resumo: A presente dissertação nasce da vontade de compreender os mecanismos mentais da criação na acção projectual e na vivência da arquitectura; de compreender o modo como o acto criativo é capaz de assimilar as questões base da arquitectura e as processa; compreender como a criação é a revelação do próprio sujeito, que em si mesmo é um mundo cujo gesto criador é dirigido para um mundo onde a criatividade se estabelece enquanto ferramenta relacional com o outro, com os outros. Reflecte-se assim sobre o modo como experienciamos a arquitectura e o mundo num sentido geral, e como essas experiências convergem na criação arquitectónica. A Arquitectura é e deve sempre ser interpretada enquanto extensão expressiva do que é ser sujeito no mundo. A Arquitectura reflecte, portanto, uma natureza que em si mesma é inata no ser sujeito, que é o poder de ser e de definir a sua liberdade intersubjectiva através da sua acção criadora. O sujeito molda o mundo de modo a que neste possa plasmar as suas ideias, os seus projectos e ambições, traduzindo e orientando a sua atenção na formulação de acções construtivas, ou seja, na elaboração de projectos cuja permeabilidade arquitectónica seja capaz de integrar e reflectir em si estas suas novas realidades imaginadas. O projecto é assim uma realidade objectiva, que se transcende a si mesma fixando sempre novas premissas, visando e perspectivando um futuro: um mundo a ser habitado. O conceito na arquitectura traduz essa mesma relação complexa de um habitar, delineando-se enquanto linha orientadora que define e estrutura toda a actividade projectual, que do sujeito derive. O conceito surge nesta perspectiva enquanto ideia potencializadora e unificadora de toda a atitude projectual, mas cuja expressão não é limitativa. A Arquitectura impõe-nos, então, uma reflexão primeira: a criatividade. É desta actividade vivida, que emana do mundo e da necessidade de o habitar que a Arquitectura nasce. É inventada. A Arquitectura impõe-nos uma reflexão profunda sobre o existir, sobre a criatividade numa variedade de expressões, não só artísticas, mas também cientificas ou, simplesmente vivenciais. Um existir diário. Mas os processos mentais da criatividade na Arquitectura aglutinam tudo, num único mundo, num único cosmos. A intuição e o raciocínio aplicado em toda a actividade projectual, o acto mental criativo que integra a arquitectura não é diferente daquele que é usado noutras disciplinas, noutras actividades humanas, apenas diferem o objecto e os processos de trabalho, e não se deverá subestimar o seu objectivo concreto: um habitar, que torna seleccionável a actividade criativa segundo uma intenção. A abordagem filosófica aqui proposta, não ignora as potencialidades de outras abordagens científicas, tais como a histórica, a psicológica, ou antropológica (entre outras), mas procura antes centrar-se numa reflexão ontológica numa vertente mais filosófica sobre o individuo e a sua actividade criativa, que se encontra sempre presente no projecto arquitectónico. Reconhece-se que o Objecto Arquitectónico, pela sua materialidade plasmada no espaço e no tempo, pela sua qualidade enquanto objecto, não é uma filosofia, mas, pelo facto de ser uma criação do sujeito, esse objecto torna-se acessível, quer pela percepção, quer pelo acesso aos processos criativos investigáveis no próprio sujeito.
Descrição: Dissertação de mestrado integrado em Arquitectura, Universidade Lusíada de Lisboa, 2016
Exame público realizado em 21 de Julho de 2016
URI: http://hdl.handle.net/11067/2533
Tipo de Documento: Dissertação de Mestrado
Aparece nas colecções:[ULL-FAA] Dissertações

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