Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/11067/8880
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dc.contributor.advisorPinto, Alberto Reaes, 1932--
dc.contributor.authorUrbano, Marlene Canudo, 1977--
dc.date.accessioned2026-08-03T10:22:19Z-
dc.date.available2026-08-03T10:22:19Z-
dc.date.issued2026-07-28-
dc.date.submitted2026-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11067/8880-
dc.descriptionTese de doutoramento em Arquitectura, Universidade Lusíada de Lisboa, 2026pt_PT
dc.descriptionExame público realizado em 28 de julho de 2026pt_PT
dc.description.abstractAs atuais carências habitacionais de carácter estrutural resultam, em grande medida, do acentuado afluxo populacional aos principais centros urbanos — nomeadamente Lisboa e Porto, mas também à Península de Setúbal e ao Algarve — associado tanto a dinâmicas internas de mobilidade como ao crescimento da população residente, impulsionado por fenómenos como a imigração e o incremento da atividade turística. Este conjunto de fatores tem contribuído para um desequilíbrio persistente no mercado habitacional, marcado pela discrepância entre a oferta disponível e a procura efetiva, originando processos de gentrificação urbana e expulsão progressiva da população residente para periferias cada vez mais afastadas dos centros de emprego e serviços. Após a superação das carências habitacionais mais críticas que caracterizaram grande parte do século XX, registou-se, a partir de 2002, um decréscimo acentuado do investimento público e privado no setor. Apenas a partir de 2015, impulsionado sobretudo pelo crescimento do turismo, se verificou um redireccionamento parcial de fluxos financeiros para a reabilitação do edificado existente e, de forma mais limitada, para a indústria da construção. Apesar deste impulso, o investimento revelou-se insuficiente para responder às necessidades acumuladas, conduzindo ao ressurgimento de carências habitacionais com uma expressão comparável às do passado. Neste enquadramento, considera-se significativo promover o desenvolvimento das regiões de baixa densidade populacional, onde a habitação pode assumir um papel estruturante na fixação das novas gerações. A criação de condições favoráveis de vida, trabalho, acesso à habitação e oferta cultural pode contribuir para a redução da pressão sobre os grandes centros urbanos, promovendo uma distribuição populacional mais equilibrada no território e um desenvolvimento mais coeso, resiliente e sustentável. No que respeita à habitação nova, constata-se, ao nível da conceção arquitetónica e do projeto, uma reduzida capacidade de adaptação às transformações futuras dos modos de vida. As tipologias habitacionais correntes revelam, de um modo geral, uma rigidez formal e funcional, bem como uma organização do espaço pouco flexível e frequentemente irreversível, que não contempla de forma adequada as necessidades qualitativas e quantitativas das gerações futuras. Paralelamente, mantém-se a utilização predominante de materiais com elevada incorporação de energia fóssil e de sistemas de fixação irreversíveis, como a colagem, que dificultam a desmontagem, a reutilização e a reciclagem dos componentes no fim do ciclo de vida dos edifícios. Relativamente ao processo construtivo, o setor da construção caracteriza-se por uma forte pulverização empresarial, com predominância de pequenas empresas de reduzida dimensão, frequentemente associadas a baixos níveis de produtividade, dificuldades no cumprimento de prazos e limitada capacidade competitiva. Esta situação é agravada pela crescente escassez de mão de obra qualificada, particularmente evidente nas regiões de baixa densidade populacional. Neste contexto, a industrialização da construção assume especial relevância, permitindo o aumento da produtividade, a redução de resíduos, a racionalização da mão de obra e a diminuição dos custos globais de construção. Defende-se, assim, a adoção de tecnologias de construção sustentáveis, assentes em sistemas construtivos industrializados e reversíveis, e na utilização de materiais renováveis, recicláveis e reutilizáveis, que possibilitem, no final do ciclo de vida dos edifícios, a desconstrução e desmontagem seletiva dos componentes e a sua reintrodução em novos ciclos produtivos. Integrada num modelo de construção circular, esta abordagem contribui para a redução da extração de novos recursos e para a mitigação dos impactes ambientais associados ao setor da construção. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho consiste em desenvolver, através de um processo de investigação estruturado — que integra a análise do estado da arte, o estudo de casos, a realização de entrevistas e rondas com especialistas e o desenvolvimento projetual —, uma solução construtiva industrializada materializada num modelo de habitação modular pré-fabricada sustentável. Pretende-se, assim, explorar o potencial da industrialização e da pré-fabricação como meios para a conceção de soluções habitacionais mais rápidas de construir, economicamente acessíveis, ambientalmente responsáveis e capazes de se adaptar, ao longo do tempo, a diferentes necessidades e formas de habitar, sem perder a dimensão humana do espaço doméstico.pt_PT
dc.description.abstractCurrent housing shortages of a structural nature largely result from the significant population influx into the main urban centres — namely Lisbon and Porto, but also the Setúbal Peninsula and the Algarve — associated with both internal mobility Dynamics and the growth of the resident population, driven by phenomena such as immigration and the expansion of tourism activity. This set of factors has contributed to a persistent imbalance in the housing market, characterised by the discrepancy between available supply and effective demand, leading to processes of urban gentrification and the progressive displacement of residents to peripheral areas increasingly distant from employment and service centres. Following the overcoming of the most critical housing shortages that characterised much of the twentieth century, a marked decline in public and private investment in the sector was recorded from 2002 onwards. Only from 2015, largely driven by the growth of tourism, did a partial redirection of financial flows towards the rehabilitation of the existing building stock occur and, more limitedly, towards the construction industry. Despite this momentum, investment proved insufficient to respond to accumulated needs, leading to the re-emergence of housing shortages with a scale comparable to that of the past. Within this framework, promoting the development of low-density regions is considered significant, where housing can play a structuring role in retaining younger generations. The creation of favourable conditions for living, working, access to housing and cultural provision may contribute to reducing pressure on major urban centres, fostering a more balanced territorial distribution of the population and a more cohesive, resilient and sustainable development. With regard to new housing, a limited capacity to adapt to future transformations in ways of living is observed at the level of architectural design and project development. Current housing typologies generally reveal formal and functional rigidity, as well as spatial organisation that is insufficiently flexible and often irreversible, failing to adequately address the qualitative and quantitative needs of future generations. At the same time, the predominant use of materials with high embodied fossil energy and irreversible fixing systems, such as adhesive bonding, persists, hindering the disassembly, reuse and recycling of components at the end of buildings’ life cycle. Regarding the construction process, the sector is characterised by strong business fragmentation, with a predominance of small-scale companies frequently associated with low productivity levels, difficulties in meeting deadlines and limited competitiveness. This situation is aggravated by the growing shortage of skilled labour, particularly evident in low-density regions. In this context, construction industrialisation becomes especially relevant, enabling productivity gains, waste reduction, labour rationalisation and lower overall construction costs. Thus, the adoption of sustainable construction technologies is advocated, based on industrialised and reversible building systems and on the use of renewable, recyclable and reusable materials, allowing selective deconstruction at the end of the building life cycle and the reintroduction of components into new production cycles. Integrated within a circular construction model, this approach contributes to reducing resource extraction and mitigating environmental impacts associated with the construction sector. In this context, the objective of the present work is to develop, through a structured research process — incorporating state-of-the-art analysis, case studies, expert interviews and rounds, and design development — an industrialised construction solution materialised in a sustainable prefabricated modular housing model. The aim is therefore to explore the potential of industrialisation and prefabrication as means for designing housing solutions that are faster to build, economically accessible, environmentally responsible and capable of adapting over time to different needs and ways of living, without losing the human dimension of domestic space.pt_PT
dc.rightsopenAccesspt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/pt_PT
dc.subjectConstrução modular - Portugalpt_PT
dc.subjectCasas pré-fabricadas - Portugalpt_PT
dc.subjectConstrução sustentável - Portugalpt_PT
dc.titleHabitação modular pré-fabricada em regiões de baixa densidade em Portugal: contribuição para a sustentabilidade localpt_PT
dc.typedoctoralThesispt_PT
dc.identifier.tid101750790pt_PT
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