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dc.contributor.advisorAmorim, Sérgio Filipe Pinto-
dc.contributor.authorGuedes, Sara Filipa Ventura-
dc.date.accessioned2026-07-14T15:01:34Z-
dc.date.available2026-07-14T15:01:34Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11067/8818-
dc.descriptionDissertação de mestrado em Arquitectura, orientada pelo Prof. Doutor Sérgio Filipe Amorim, Universidade Lusíada, Porto, 2025-
dc.descriptionExame público realizado em 12 de maio de 2026, às 16h-
dc.description.abstractEsta dissertação investiga a arquitectura sob uma perspectiva fenomenológica - entendida como acto de habitar o mundo através do corpo, da matéria e da experiência vivida. O problema central consiste em perceber de que modo a fenomenologia - enquanto pensamento da presença, da percepção e do ser-no-mundo - pode restituir à arquitectura o sentido do habitar - um fazer que cria lugares onde tempo, forma e memória se entrelaçam, num contexto contemporâneo frequentemente dominado por lógicas técnicas e estéticas superficiais, muitas vezes desligadas da condição humana. A investigação adopta uma abordagem qualitativa, interpretativa e fenomenológica, articulando a hermenêutica filosófica com a análise de três casos de estudo - os museus Hedmark (Sverre Fehn), Kiasma (Steven Holl) e Kolumba (Peter Zumthor). Através da tríade conceptual tópos-týpos-tectónica, procede-se a uma leitura cruzada da materialidade, da estrutura e da atmosfera enquanto expressões da relação entre corpo, tempo e lugar. A análise recorre a textos teóricos, à interpretação crítica e à observação visual das obras, sendo complementada por um estudo comparativo que compreende estas arquitecturas enquanto espaços de experiência e revelação. Os resultados revelam que, nas obras estudadas, a fenomenologia emerge como prática de escuta e de cuidado. Identificam-se três vectores transversais: a materialidade como revelação do tempo inscrito na matéria; a tectónica como linguagem crítica do gesto construtivo; e a atmosfera como dimensão afectiva e perceptiva da presença. A arquitectura fenomenológica manifesta-se, assim, como mediadora entre o corpo e o mundo, entre a experiência sensível e o pensamento. Os museus, enquanto lugares de memória colectiva, demonstram uma capacidade singular de tornar visíveis as estratificações do tempo, acolher a finitude humana e intensificar a experiência do habitar. Conclui-se que a arquitectura, quando pensada fenomenologicamente, não se limita a construir, mas a revelar lugares: espaços de silêncio, de escuta e de presença que acolhem a existência humana. O projecto torna-se um acto ético e poético, um gesto existencial que inscreve o homem no tempo e devolve sentido ao habitar; a escolha do museu como campo de estudo assume, assim, dupla pertinência: surge como metáfora e como laboratório fenomenológico - lugar onde o espaço acolhe a memória e coloca em diálogo o passado e o presente, onde a fragilidade da vida adquire espessura no tempo. O museu é, por isso, mais do que uma tipologia: é uma figura da própria condição humana de habitar, entre o que permanece e o que ainda pode vir a ser.pt_PT
dc.description.abstractThis dissertation investigates architecture from a phenomenological perspective - understood as the act of dwelling in the world through the body, matter, and lived experience. The central problem lies in understanding how phenomenology - as a way of thinking about presence, perception and being-in-the-world - can restore to architecture the meaning of dwelling - a making that creates places where time, form and memory intertwine, in a contemporary context often dominated by technical and superficial aesthetic logics, often disconnected from the human condition. The research adopts a qualitative, interpretative, and phenomenological approach, articulating philosophical hermeneutics with the analysis of three case studies: the Hedmark (Sverre Fehn), Kiasma (Steven Holl) and Kolumba (Peter Zumthor) museums. Through the conceptual triad of topos-typos-tectonics, a cross-reading of materiality, structure and atmosphere is carried out as expressions of the relationship between body, time and place. The analysis draws on theoretical texts, critical interpretation and visual observation of the works, complemented by a comparative study that understands these architectures as spaces of experience and revelation. The results reveal that, in the works studied, phenomenology emerges as a practice of listening and care. Three cross-cutting vectors are identified: materiality as a revelation of time inscribed in matter; tectonics as a critical language of constructive gesture; and atmosphere as an affective and perceptive dimension of presence. Phenomenological architecture thus manifests itself as a mediator between the body and the world, between sensory experience and thought. Museums, as places of collective memory, demonstrate a unique ability to make the stratifications of time visible, to embrace human finitude and to intensify the experience of dwelling. It can be concluded that architecture, when approached phenomenologically, is not limited to building, but to revealing places: spaces of silence, listening and presence that welcome human existence. The project becomes an ethical and poetic act, an existential gesture that inscribes man in time and restores meaning to inhabiting; the choice of the museum as a field of study thus takes on a dual relevance: it emerges as a metaphor and as a phenomenological laboratory - a place where space welcomes memory and brings the past and the present into dialogue, where the fragility of life acquires depth in time. The museum is, therefore, more than a typology: it is a figure of the very human condition of inhabiting, between what remains and what may yet come to be.pt_PT
dc.language.isoporpt_PT
dc.rightsopenAccesspt_PT
dc.subjectArquiteturapt_PT
dc.subjectTeoria da arquitecturapt_PT
dc.subjectFenomenologiapt_PT
dc.subjectTectónicapt_PT
dc.titleDo pensamento fenomenológico às atmosferas na Arquitetura : sobre a matéria e o significado na forma construídapt_PT
dc.typemasterThesispt_PT
dc.identifier.tid204309590-
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