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dc.contributor.authorRaposo, Ruben José de Almeida Martins, 1952--
dc.date.accessioned2025-12-17T15:25:07Z-
dc.date.available2025-12-17T15:25:07Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.citationRaposo, Ruben José de Almeida Martins (2025) - Os portos em Portugal. Lusíada. Economia & Empresa. ISSN 1645-6750. N. 39 (2025). 108-144.pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11067/8365-
dc.identifier.urihttps://doi.org/10.34628/5KBQ-TE33-
dc.descriptionLusíada. Economia & Empresa. ISSN 1645-6750. N. 39 (2025).pt_PT
dc.description.abstractPortugal é um país fundamentalmente ligado ao mar, e os seus portos constituem infraestruturas críticas para a economia e para a integração europeia. Este artigo analisa o sistema portuário nacional ao longo de uma década (2013–2023), examinando a evolução de cada porto principal, o seu posicionamento internacional, e os desafios e oportunidades que se colocam para o futuro. Os dados revelam uma trajectória de crescimento assimétrico. Sines emerge como hub atlântico em desenvolvimento, com um crescimento de quase 80% em movimento de contentores (TEU) numa década, consolidando-se como porto de escala internacional. Leixões mantém-se como polo industrial robusto do Norte, oferecendo estabilidade e eficiência operacional. Lisboa enfrenta limitações urbanísticas estruturais mas encontra nichos em segmentos especializados como cruzeiros e carga geral. Setúbal e Aveiro consolidam vocações específicas, ligadas respectivamente à exportação automóvel e à indústria regional. Contudo, Portugal permanece periférico na escala europeia. Enquanto Roterdão e Antuérpia movimentam mais de 12 milhões de TEU anualmente, Sines não atinge os 2 milhões. O principal limitador é o hinterland reduzido e, sobretudo, a insuficiência das ligações ferroviárias. Sem investimento na conectividade multimodal, o potencial do sistema portuário nacional ficará por explorar. Os desafios futuros centram-se em cinco eixos: sustentabilidade ambiental e transição energética, com destaque para o hidrogénio verde em Sines; digitalização e automação inteligente dos processos operacionais; cibersegurança de infraestruturas críticas cada vez mais vulneráveis; resiliência geopolítica das cadeias logísticas; e expansão do hinterland através de ligações ferroviárias de classe europeia. Conclui-se que o futuro do sistema portuário português depende de cinco prioridades: investimento urgente na ligação ferroviária (Corredor Atlântico), aposta decidida na transição energética verde, modernização tecnológica coordenada, especialização estratégica complementar entre portos, e coordenação institucional multisectorial. Com estas medidas, Portugal pode consolidar-se como porta atlântica de excelência para o comércio europeu e global.pt_PT
dc.language.isoporpt_PT
dc.publisherUniversidade Lusíada Editorapt_PT
dc.rightsopenAccesspt_PT
dc.subjectLogística empresarial - Portugalpt_PT
dc.subjectTransporte marítimo - Portugalpt_PT
dc.subjectPortos - Portugal - Gestãopt_PT
dc.titleOs portos em Portugalpt_PT
dc.typearticlept_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
Aparece nas colecções:[ULL-FCEE] LEE, n. 39 (2025)

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